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Amor por tabela

Da base ao título de hexa campeão cearense de basquete

Letícia Almeida

Reprodução Facebook

A paixão por esportes sempre foi uma característica marcante do universitário Nícolas Braga. Na época do colégio, o garoto se destacava nas aulas de educação física, que tinha o futsal como esporte principal. Até que o professor da disciplina, Wilson, passou a trabalhar com esportes variados, entre eles o basquete.

 

Para Nícolas, a mudança não foi muito agradável e o esporte não chamou muito sua atenção. “Mas no decorrer da aula eu fui ficando mais à vontade com o esporte”, relembra. Foi por meio do professor Wilson que o amor pelo basquete foi surgindo: “ele era duro e brigão, mas era um bom entendedor do esporte e dono de uma vasta experiência”.

 

Mas logo Wilson foi embora e quem o sucedeu foi um jovem professor chamado Diego, instigado em sua juventude e responsável com seu trabalho. Foi aí que, durante as aulas, o professor Diego passou a notar em Nícolas uma diferença em relação aos outros alunos. O professor reparou de longe o talento de Nícolas e convidou-o para jogar na categoria de base do Clube NBC – Novo Basquete Ceará, que ainda estava em desenvolvimento. O garoto, que na época tinha apenas dezesseis anos, ficou entre os melhores dentro de quadra de 3 campeonatos diferentes. Somente aos dezessete passou a jogar na categoria adulta, e depois daí foi traçada uma longa trajetória de vitórias e aprendizado.

 

Nícolas conta que no início os pais não se importavam muito com a relação entre o filho e o basquete: “eles pensavam que ia ser como todo esporte que eu praticava, onde eu começava e depois de alguns meses parava e mudava para outro”. Só após algum tempo e vários campeonatos ganhos os pais começaram a ter interesse em ver o filho jogar. “Depois de alguns anos treinando meu pai foi assistir alguns treinos e começou a se interessar tanto que passou a assistir todos os treinos e todos os jogos que eu participava”, conta.

 

Obston Braga, pai de Nícolas, após assistir o primeiro treino não perdeu mais nenhum. Começou a apoiar e incentivar o filho e criou o hábito de, depois do jogo, dar dicas sobre erros que o filho cometeu dentro de quadra para que ele não os cometesse mais. Já a mãe, Cristiane, prefere assistir somente os jogos principais. “Não gosto de ver ele levando pancadas, caindo ou ficando triste com as derrotas”, confessa a mãe coruja.

 

Hoje, Nícolas é estudante do terceiro semestre de Fisioterapia na Universidade de Fortaleza (Unifor) e possui bolsa de estudos da instituição por conta de seu talento no esporte e por representar a universidade nos campeonatos. Em junho de 2015, o time da Unifor ganhou o título de campeão nacional na Liga do Desporto Universitário,(LDU), em Brasília, vencendo a Uninassau (PE) com o placar de 67 x 55. Além de jogar pela Unifor, o atleta também joga para o NBC/UFC, o mesmo clube que entrou aos dezesseis anos, Novo Basquete Ceará, com uma parceria com o clube da Universidade Federal do Ceará.

 

Jogando pelo NBC/UFC, Nícolas foi campeão cearense pela sexta vez consecutiva em 2015, estando invicto desde 2011. Em 2014, ficou em 5º lugar no campeonato nacional JUBs – Jogos Universitários Brasileiros. E em 2015 foi campeão da Liga Norte/Nordeste, que aconteceu em João Pessoa/PB. O atleta tem apenas 20 anos, mas já acumulou inúmeras vitórias e levou para casa diversas alegrias.

 

Quando questionado sobre a adrenalina em participar disto tudo, Nícolas responde que “a tensão que fica durante a viagem, a pressão na hora de entrar em quadra e a responsabilidade em estar representando meu estado em uma competição, tudo isso faz com que a adrenalina fique a mil. O melhor é a sensação de dever cumprido. Subir no pódio, receber a medalha e gritar ‘EU SOU CAMPEÃO!’, nada disso tem preço”.

 

Realizado no esporte que escolheu praticar, o jovem desde cedo procurou participar de tudo que fosse relacionado ao basquete. Com isso, o seu ciclo de amizades cresce cada vez mais e já há um amigo em vários Estados do país.

 

Nícolas confessa que tem o grande desejo de continuar jogando basquete “para sempre”. Sobre planos para o futuro, conta que “é muito difícil ter uma carreira no basquete no Brasil”. Ele, que pretende se formar logo e seguir sua vida profissional, planeja ainda ganhar muitos campeonatos pela universidade “até o último dia de sua graduação”.

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